Etapas em Ana Rech, Criúva e Galópolis celebraram a ancestralidade através de provas que unem força, técnica e tradição
Em janeiro de 2026, a poeira e a alegria tomaram conta das praças e salões paroquiais de Caxias do Sul. Os Jogos Coloniais da 35ª Festa Nacional da Uva iniciaram sua jornada por Ana Rech, Criúva e Galópolis, reunindo centenas de participantes em modalidades que transformam o labor histórico da colônia em diversão pura, preparando o espírito da cidade para a grande festa de fevereiro.
Confira o post completo:
A Identidade em Prova Os Jogos Coloniais são o momento em que a história sai dos livros e ganha forma na prática. Quando um participante se posiciona para o arremesso de queijo ou para a corrida de cariola, ele não está apenas competindo por um troféu; ele está honrando as habilidades que foram essenciais para a sobrevivência e o progresso da nossa região. Cada modalidade, da debulha do milho ao clássico chute na mastela, é uma homenagem à força e à engenhosidade dos nossos antepassados.
O Protagonismo dos Distritos As etapas de janeiro mostraram a força das comunidades:
Ana Rech: A "Vila dos Presépios" abriu as competições no dia 17, transformando sua praça central em uma arena de afetos e disputas acirradas.
Criúva: No dia 24, a tradição tropeira de Criúva encontrou a diversidade dos jogos em frente ao Salão Paroquial, destacando a união dos moradores locais.
Galópolis: O distrito têxtil encerrou o ciclo de janeiro no dia 25, provando que a tradição da uva também corre forte nas veias da Vila Operária.
Cultura Sensorial Talvez a prova mais emblemática e aguardada seja o amassar a uva com os pés. Ver crianças e adultos participando dessa atividade é presenciar a transmissão da cultura imaterial. Ao lado dela, provas como o fazer bigoli (massa) e o toma que é de uva envolvem o paladar e o olfato, criando uma experiência multissensorial que conecta o público às origens da Festa da Uva de uma forma que poucas celebrações conseguem replicar.
O Olhar da Grappa Para a Grappa, os Jogos Coloniais representam o turismo de base comunitária em sua forma mais pura. É o momento em que o morador é o protagonista e o visitante é convidado a entender a alma da Serra Gaúcha. Celebrar essas etapas é garantir que o legado da imigração continue vivo, pulsante e, acima de tudo, alegre. Se você perdeu essas etapas, o espírito de união que elas deixaram serve como o convite perfeito para o grande encontro nos pavilhões em fevereiro.